ANALGÉSICOS

A avaliação do grau de dor dos pacientes com OA é o primeiro desafio no estabelecimento da terapia com analgésicos. A experiência e o exame clínico detalhado do examinador, podem fazer a diferença nesta difícil tarefa. Normalmente os analgésicos, podem ser utilizados isoladamente ou em associações, o que garantirá maior eficácia no controle da dor. Tendo sempre como finalidade proporcionar alívio ao paciente, estimular a função da região lesionada, assim como facilitar a reabilitação do paciente.

Para que isso seja possível, é importante conhecer o mecanismo da dor, o tipo de dor relacionada ao dano tecidual, os mediadores químicos e receptores envolvidos, assim como o mecanismo de ação e indicação dos fármacos analgésicos de acordo com cada tipo de dor. Os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) são os agentes analgésicos mais empregados para alívio de dor moderada a intensa, conforme visto anteriormente no tópico AINES.  O quadro a seguir, demonstra a classe dos fármacos que atuam diretamente nos processos fisiológicos da dor, conforme visto anteriormente na “avaliação da dor”. 

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Legenda: NMDA - N-Metil-D-Aspartano - antiinflamatórios não estoroidais

Analgésicos opioides em geral são aplicados para tratar dores de intensidade moderada a severa e geralmente agudas. Eles constituem uma classe amplamente utilizada, com destaque para tramadol, metadona e fentanil. O tramadol é bastante indicado para a diminuição do processo álgico e potencialização das demais terapêuticas aplicadas. Os antagonistas NMDA (N-metil D-aspartato) também são citados como efetivos no manejo analgésico de OA, sendo a amantadina o principal representante desta classe, por ser capaz de potencializar o efeito de outros analgésicos.

A dipirona é amplamente utilizada para o controle de dor multimodal, apresentando características analgésicas e antipiréticas associadas a boa aceitação pelos animais.

Quanto a gabapentina, embora estudos de farmacocinética apresentem melhor delineamento para a espécie canina, esta também apresenta boa atuação em gatos quando associada ao tratamento de dores crônicas de origem neuropática e musculoesquelética. Atua por meio de bloqueio dos canais de cálcio e redução da excitabilidade neuronal, sendo de fácil acesso para uso na rotina clínica.

 

O quadro a seguir mostra os principais opióides e suas respectivas doses e formas de administração. 

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VO-Via Oral